Poesias


Eu mesma

Quanto tempo se perde
Até que se descobre
Que a palavra te ajuda
A caminhar se a usar.
A palavra manipulada
Manipulável e encaixada.
Capaz de vencer o tempo
A vida passada e a presente.
Eu mesma estive ausente
E perdi tempo certamente.
Hoje não deixo passar
Nenhum segundo solto
Amarro todos no gosto
Do leitor. A poética se tornou
Uma nova era a me consumir.
Entre o fazer de professor
A vida de dona de casa
E a de escritora solto o verbo
Prendo o substantivo e dobro
A minha rima com o sopro
Que Ainda tenho do coração ♥
Que dante fora partido
E agora é só verificação.
Minhas artérias viraram versos
Meu cérebro um belo refrão.
Assim teço as horas úteis
E não deixo uma palavra no vácuo
Minha caça às palavras não acabou.

Vida

Só tenho uma certeza
De que a vida é breve
Mas não passageira
Feito a água que corre
Até que cansada repousa
No mar. A vida é curta
Mas o poema é largo
Nele me caibo Só sou.
A vida é larga, mas acaba.
A poesia sim é imortal.
Se o poeta não escreve
Como se tornar eterno?
O poeta escreve poesia?
Então o verso é seu terno
E a rima sua alma imortal.

Eu sou, Fátima Sá Paraíba.

Mini Biografia

Maria de Fátima de Sá Sarmento, professora, paraibana, do
Sertão. Nasceu em São José da Lagoa Tapada. Cursou Letras com
Especialização em Literatura Brasileira pela UFPB e Serviço
Social pela Faculdade Estácio de Sá. Seus trabalhos estão
disponibilizados nas plataformas digitais. Costuma dizer: “Meu
verso é a confissão daquilo que recebo em instantes de êxtase
poéticos.” Participa de diversas coletâneas e antologias.
Possui quatro livros solo: Rompendo a Aurora entre Versos, Rimas E
Prosa pela editora Recanto das letras Retalhos Do Tempo pela
editora Escritores da Alma, o Romance Policial Mortes no
Sobrado lançado na Bienal de São Paulo, a ser publicado pela Fonte de Papel Editora
e Veredas do Sertão pela Brunsmarck Editora. Recentemente
laçou o MEU SERTÃO ENTRE RIMAS E REFRÃO pela Toca Selo- RS.