Eu mesma
Quanto tempo se perde
Até que se descobre
Que a palavra te ajuda
A caminhar se a usar.
A palavra manipulada
Manipulável e encaixada.
Capaz de vencer o tempo
A vida passada e a presente.
Eu mesma estive ausente
E perdi tempo certamente.
Hoje não deixo passar
Nenhum segundo solto
Amarro todos no gosto
Do leitor. A poética se tornou
Uma nova era a me consumir.
Entre o fazer de professor
A vida de dona de casa
E a de escritora solto o verbo
Prendo o substantivo e dobro
A minha rima com o sopro
Que Ainda tenho do coração ♥
Que dante fora partido
E agora é só verificação.
Minhas artérias viraram versos
Meu cérebro um belo refrão.
Assim teço as horas úteis
E não deixo uma palavra no vácuo
Minha caça às palavras não acabou.
Vida
Só tenho uma certeza
De que a vida é breve
Mas não passageira
Feito a água que corre
Até que cansada repousa
No mar. A vida é curta
Mas o poema é largo
Nele me caibo Só sou.
A vida é larga, mas acaba.
A poesia sim é imortal.
Se o poeta não escreve
Como se tornar eterno?
O poeta escreve poesia?
Então o verso é seu terno
E a rima sua alma imortal.
